Você já olhou para um filhote de cachorro, ou um bebê, que de tão fofo, teve vontade de apertar, morder ou esmagar? É claro, sem querer machucá-lo. Se você respondeu sim, já sentiu o fenômeno chamado agressão fofa ou “ataque de fofura”. E não é só você.

A revista de Neurociência Comportamental Frontiers in Behavioral Neuroscience, publicou um novo estudo sobre o tema, realizado por Katherine Stavropoulos, professora assistente de educação especial da Universidade da Califórnia, em Riverside.

Em sua pesquisa, Stavropoulos usa da eletrofisiologia para avaliar a atividade elétrica da superfície dos neurônios que são disparadas no cérebro das pessoas. Observando as respostas neurais a uma variedade de estímulos visuais.

Com a sugestão de que essa atividade elétrica possa estar relacionada ao sistema de recompensa do cérebro, que lida com a motivação, sentimentos de “desejo” e prazer, e ou com o processamento do sistema emocional. As pessoas que dizem ter vontade de apertar, esmagar ou até morder criaturas que achem fofas, seus cérebros também refletiriam os mesmos padrões de atividade.

Stavropoulos, e a aluna de doutorado da UCR Laura Alba, recrutaram para o estudo 54 participantes com idades entre 18 e 40 anos, que concordaram em usar bonés equipados com eletrodos enquanto analisavam quatro blocos de 32 fotografias, divididas em categorias: bebês fofos (aprimorados), bebês menos fofos (sem aprimoramento), animais fofos (filhotes), animais menos fofos (adultos).

Depois de visualizarem cada bloco na tela do computador, receberam um conjunto de declarações e avaliaram o quanto concordavam com elas em uma escala de 1 a 10. A pesquisa foi projetada para avaliar qual bloco era mais fofo e se causaria reação nos participantes relacionado a agressão fofa.

Também avaliaram se eles se sentiram sensibilizados depois de ver as fotos (“Não aguento!” e “Não aguento mais!”) E se eles se sentiram incentivados a cuidar dos filhotes e dos bebês que tinham acabado de ver (“Quero segurá-lo!” e “Quero protegê-lo!”).

O resultado foi de que os participantes relataram sentimentos mais significativos de agressão fofa com animais fofos (filhotes) do que com os animais menos fofos (adultos). Já entre as duas categorias de bebês, não houve diferença.

Com base na atividade neural observada nos participantes que sofreram agressão fofa, foram mostradas evidências de que o sistema de recompensa do cérebro e o sistema emocional estão envolvidos no fenômeno.

Futuramente, Stavropoulos espera usar a eletrofisiologia para estudar as bases neurais da agressão fofa em uma variedade de populações e grupos, como mães com depressão pós-parto, pessoas com transtorno do espectro autista e participantes com e sem bebês ou animais de estimação.

“Acho que se você tem um filho e está vendo fotos de bebês fofos, pode exibir uma agressão mais fofa e reações neurais mais fortes”, disse ela ao Science Daily. “O mesmo pode ser verdade para pessoas que têm animais de estimação e estão olhando fotos de filhotes fofos ou outros pequenos animais”.

Imagem de Capa: Reprodução

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Márcia Lourenço
Sou Nutricionista e pós-graduada em fisiologia, bioquímica e nutrição do esporte. Apaixonada por nutrição e por comida que nutra o corpo e alma, sem terrorismos! O intuito aqui é orientá-los nas melhores escolhas, publicando dicas alimentares, receitas, curiosidades e estilo de vida. Sintam-se bem comendo bem! 🍏

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