O jornalista do canal português TVI, José Alberto de Carvalho, emocionou os espectadores ao terminar o `Jornal das 8´ deste domingo, dia 29 de março, com uma comovente e profunda mensagem, no qual revelou que não pôde assistir à cerimônia fúnebre e nem se despedir de um familiar que veio a falecer, devido as medidas restritivas de proteção adotadas para tentar para evitar a propagação do novo coronavírus.

“Hoje foi sepultada uma pessoa da minha família, que sempre foi muito importante na minha vida. Sucumbiu aos 93 anos. Não foi vítima da COVID-19, mas o vírus tirou-me outra coisa: impediu que me despedisse dela. A cerimónia fúnebre foi reduzida, meia dúzia de pessoas apenas, sem um abraço de conforto e sem aquele pegar na mão para dizer força. O vírus rouba-nos até esta exigência moral de humanidade que é despedirmos-nos dos nossos mortos. E nunca, nem nos campos de batalha mais sangrentos, se deixam os mortos para trás”, compartilhou José Alberto de Carvalho.

E ainda refletiu junto a todos: “Preciso de desabafar um outro exemplo onde a humanidade se esvai: um médico com quem falei hoje e outros com quem tenho falado nos últimos dias contam-me de como a esmagadora maioria deles – médicos, enfermeiros, técnicos, auxiliares, condutores de ambulância ou paramédicos – não dormem em casa ou não se aproximam dos filhos, dos maridos, das mulheres. Sei de um que alugou uma auto caravana que tem agora estacionado ao lado de casa para não contagiar ninguém e para pelo menos acenar aos filhos e ver-lhes o rosto, pela janela”, contou.

E para os que insistem em sair de casa sem um grande motivo, desafiando o bom-senso e negando a realidade, deixou um recado: “É imoral pedir aos médicos que salvem vidas, bater-lhes palmas das janelas e das varandas, e depois sair de casa sem razão, muito menos para ver como está o tempo ou a praia”, disse o jornalista.

Além disso de toda a reflexão, informou que estará em quarentena voluntária pelas próximas duas semanas, sendo substituído pelo colega Pedro Pinto. E finalizou dizendo: “Para muitos a felicidade passou a ser algo muito mais simples do que alguma vez foi no passado: o desejo infinito de voltar a abraçar os nossos amores”. Assista o vídeo:

Talvez desse pesadelo viral surjam coisas boas em nossas vidas, no mundo. Que esse novo coronavírus nos faça menos egoístas, pois precisamos sim um dos outros, seja quem for. Que aproveitemos a chance durante essa terrível crise, para que depois de sairmos dela criemos um jeito melhor de ser, sempre com esperança na nossa humanidade.

Márcia Lourenço
Sou Nutricionista e pós-graduada em fisiologia, bioquímica e nutrição do esporte. Apaixonada por nutrição e por comida que nutra o corpo e alma, sem terrorismos! O intuito aqui é orientá-los nas melhores escolhas, publicando dicas alimentares, receitas, curiosidades e estilo de vida. Sintam-se bem comendo bem! 🍏

COMENTÁRIOS