Epidemiologistas da Coréia do Sul descobriram que é muito mais possível contrair o novo coronavírus de membros de suas próprias famílias do que por contatos de pessoas de fora de casa.

Um estudo publicado no Reuters do Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) dos Estados Unidos analisou detalhadamente 5.706 pacientes que haviam testado positivo para o Covid-19 e mais de 59.000 pessoas que estiveram em contato com eles.

As descobertas mostraram que menos de 2% das pessoas se contaminaram pelo vírus por contatos fora de casa, enquanto quase 12% dos dos pacientes haviam contraído a doença dentro de casa através de seus familiares.

A taxa de infecção domiciliar foi maior quando os primeiros casos confirmados foram adolescentes ou pessoas na faixa dos 60 e 70 anos.

“Isso provavelmente ocorre porque essas faixas etárias têm maior probabilidade de estar em contato próximo com os membros da família, pois o grupo precisa mais de proteção ou apoio”, Jeong Eun-kyeong, diretor dos Centros de Controle e Prevenção de Doenças da Coréia (KCDC) e um dos autores do estudo.

As crianças com idade igual ou inferior a 9 anos têm menor probabilidade de serem os primeiros a serem contaminados, disse o Dr. Choe Young-june, professor assistente da Faculdade de Medicina da Universidade Hallym que coliderou o trabalho, embora o tamanho da amostra de crianças era bem pequeno comparado ao de jovens de 20 a 29 anos estudados.

As crianças que contraem COVID-19 também têm maior probabilidade de não apresentarem nenhum sintoma e assim dificulta identificar com quem se inicia a contaminação dentro da família.

“A diferença de faixa etária não tem grande significado quando se trata de contratar o COVID-19. As crianças podem ter menos chances de transmitir o vírus, mas nossos dados não são suficientes para confirmar essa hipótese ”, afirmou Choe.

Esse estudo nos alerta a uma atenção maior nos cuidados dentro de casa ao ter contato próximo ou compartilhamento tanto de ambientes como de objetos com nossos familiares, principalmente os que são potencialmente de risco de desenvolver formas mais graves da doença.

Foto de capa: Anna Shvets no Pexels

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Márcia Lourenço
Sou Nutricionista e pós-graduada em fisiologia, bioquímica e nutrição do esporte. Apaixonada por nutrição e por comida que nutra o corpo e alma, sem terrorismos! O intuito aqui é orientá-los nas melhores escolhas, publicando dicas alimentares, receitas, curiosidades e estilo de vida. Sintam-se bem comendo bem! 🍏

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